coltrane é curitiba, sempre será. não importa que ele tente transformar coltrane em nyc. coltrane é curitiba, sentada perto da janela, fumando, sentindo o vento gelar meu nariz e imaginando o que os vizinhos do prédio da rua ao lado faziam acordados àquela hora da madrugada (sempre havia alguém acordado tarde da noite naquele prédio). coltrane e as sensações de estar longe de tudo que você odeia e perto de nada. perto de nunca se sentir em casa, em lugar nenhum. piano, trompete, interlude para cochilar, interlude para sonhar, estudar um pouco, trabalhar, interludes para levantar e espiar um lugar que não me pertence, nove andares acima. sorriso. nenhum lugar me pertence. talvez eu seja um pouco de todos, talvez todos eles façam parte de mim.
claro, nova fuga está programada, ao que parece, eu sempre escolho os caminhos mais difíceis e teimo em fugir.
mas a primeira sensação, esta é minha e nada há de tirá-la daqui.
cheers.
claro, nova fuga está programada, ao que parece, eu sempre escolho os caminhos mais difíceis e teimo em fugir.
mas a primeira sensação, esta é minha e nada há de tirá-la daqui.
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