me ajuda a arrumar as malas. a resumir tanto tempo num retângulo de tecido, com rodinhas e uma alça. me leve ao ponto de fuga. no meio do caminho, faça uma gracinha, me arranque um sorriso, me deseje boa sorte. diga que eu consigo. diga que o que importa não é o destino, e sim a viagem. ria do próprio clichê. os clichês hoje são chamados assim porque um dia significaram qualquer coisa.
me ajuda a não chorar porque estou deixando o que é seguro. me abraça apertado, porque daqui por diante, estará frio. me bagunça os cabelos, diga que estou bonita, e que quem pensa que não vou conseguir está errado. que eu não estou abandonando nada, que todos sempre estarão comigo. pensarão em mim, sentirão o coração tremer de saudade e de esperança. podem ser duas, quinze, ou cem pessoas. não importa, desde que quem pense em você pense com carinho. diga isso, eu quero ouvir.
me receba no ponto de chegada. esteja comigo para que eu te veja sempre que sentir escurecer em minha mente. que eu tenha força nos dias em que tudo vai dar errado. me manda recados, mensagens inesperadas, um telefonema de trinta segundos perguntando como estou, se estou me divertindo, se sinto a sua falta. me faz ir dormir feliz, porque ainda tenho com quem contar. mão, ombro, olhos, afagos.
não deixa que o que a gente é se acabe. não deixa que a distância corroa as noites que passamos ao telefone. que amarelem as imagens da gente sentados em qualquer canto, tomando café, falando bobagens. não permita que novas pessoas pisem naquele espacinho demarcado no músculo vermelho e um tanto disforme. elas virão, mas o teu espaço está ali. e a gente vai continuar a se querer tão bem, que nem parece que estamos longe.
você veio comigo, não se lembra? e eu não vou te deixar ir embora.
me ajuda a não chorar porque estou deixando o que é seguro. me abraça apertado, porque daqui por diante, estará frio. me bagunça os cabelos, diga que estou bonita, e que quem pensa que não vou conseguir está errado. que eu não estou abandonando nada, que todos sempre estarão comigo. pensarão em mim, sentirão o coração tremer de saudade e de esperança. podem ser duas, quinze, ou cem pessoas. não importa, desde que quem pense em você pense com carinho. diga isso, eu quero ouvir.
me receba no ponto de chegada. esteja comigo para que eu te veja sempre que sentir escurecer em minha mente. que eu tenha força nos dias em que tudo vai dar errado. me manda recados, mensagens inesperadas, um telefonema de trinta segundos perguntando como estou, se estou me divertindo, se sinto a sua falta. me faz ir dormir feliz, porque ainda tenho com quem contar. mão, ombro, olhos, afagos.
não deixa que o que a gente é se acabe. não deixa que a distância corroa as noites que passamos ao telefone. que amarelem as imagens da gente sentados em qualquer canto, tomando café, falando bobagens. não permita que novas pessoas pisem naquele espacinho demarcado no músculo vermelho e um tanto disforme. elas virão, mas o teu espaço está ali. e a gente vai continuar a se querer tão bem, que nem parece que estamos longe.
você veio comigo, não se lembra? e eu não vou te deixar ir embora.

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